

A ruminar meu eu
Mais uma vez, sem fazer nada, eu fico
encabulado, louco pra dizer que eu não queria aqui permanecer, mas eu, calado, não me comunico. A sensação de não pertencimento explode no meu peito amargamente, e eu fico aqui sozinho, tão somente a ruminar meu eu nesse momento. E, assim calado, eu sinto um amargor a salivar a boca, um gosto ruim, e perco a graça, saio da conversa e fico mais calado. O meu pavor é não falar, dizer o que é que eu vim fazer aqui. A paz se mostra inversa.
Paulo Camelo
Enviado por Paulo Camelo em 12/04/2026
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