

A minha rua
A minha rua não tem quase nada,
é uma rua pequenina e feia. Às vezes, quando chove, fica cheia e mais parece rua abandonada. Entanto, é nessa rua que eu resido e vivo muito bem acompanhado: eu tenho ao lado um supermercado e de transportes eu sou bem servido. Eu tenho próximas farmácia, feira, e não muito distante eu tenho igreja, e assim eu vivo bem na minha rua. A vizinhança é calma, boa, ordeira, e, se na chuva ela é uma bandeja, o sol a deixa livre, leve, nua. Inspirado no soneto “A minha rua”, de Mário Quintana.
Paulo Camelo
Enviado por Paulo Camelo em 03/06/2026
Alterado em 03/06/2026 Comentários
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