Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

A minha rua
A minha rua não tem quase nada,
é uma rua pequenina e feia.
Às vezes, quando chove, fica cheia
e mais parece rua abandonada.

Entanto, é nessa rua que eu resido
e vivo muito bem acompanhado:
eu tenho ao lado um supermercado
e de transportes eu sou bem servido.

Eu tenho próximas farmácia, feira,
e não muito distante eu tenho igreja,
e assim eu vivo bem na minha rua.

A vizinhança é calma, boa, ordeira,
e, se na chuva ela é uma bandeja,
o sol a deixa livre, leve, nua.


Inspirado no soneto “A minha rua”, de Mário Quintana.
Paulo Camelo
Enviado por Paulo Camelo em 03/06/2026
Alterado em 03/06/2026


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