Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

Soneto 39 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo

Ó, como posso o teu valor cantar,
quando és melhor que qualquer parte em mim?
Meu louvor próprio pode me orgulhar,
se não te louvo a elegância, enfim?

Talvez vivamos separados, sim;
nosso querido amor não seja um,
e essa separação te possa, enfim,
dar tudo que é devido e mais algum.

Talvez tu sejas meu tormento, ausência!
O ócio amargo é doce permissão
para entreter o amor, que o tempo vence,
assim quão docemente eles se vão.

Tu dás lição de fazer um em dois,
elogiando o que ficar depois.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 11/06/2026
Alterado em 12/06/2026


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